Comunicação e informação de museus na internet e o vistante virtual
O artigo que utilizei como base foi de Rosane Maria Rocha de Carvalho, no qual ela fala sobre a expansão da internet na década de 90 e como aos poucos esse método
foi sendo utilizado pelos museus físicos, permitindo que os visitantes do mundo
todo pudessem ter acesso a ele, sendo muito questionado se não poderia ser
substituído por seus equivalentes digitais. E então, á apenas 10 anos surgem os
museus digitais, espaços existentes apenas virtualmente mas que podem ter
exposições em espaços físicos, porém não tem um espaço real. Eles podem ser
denominados também como museu on-line, museu eletrônico, hipermuseu, museu
digital, cibermuseu ou web museu (SCHWEIBENZ, 2004 p.3).
O artigo é dividido em três grupos: os
conceitos e definições, as pesquisas e o quanto as tecnologias da informação
influenciam o visitante. Sendo que para o desenvolvimento da pesquisa, foi
necessário dividir em duas partes. A primeira foi a partir da análise do
arquivo de mensagens enviadas por email pelos usuários do site MHN, e a segunda
foi uma pesquisa de público virtual, com parcela das pessoas que já haviam
acessado ao site do MHN e solicitado informação por email.
A autora faz
uma grande discussão sobre os conceitos de museu físico, o qual denomina “pedra
e cal” e sobre os museus digitais, as questões sobre seus espaços, acervo, exposições...
dando assim uma classificação de museus digitais (museu folheto, de conteúdo,
de aprendizado e virtual). Ela faz também uma colocação a qual achei muito
pertinente, tratando da relutância ainda de alguns museus em tornarem-se
virtuais, pois preservam a ideia da admiração e contemplação do objeto exposto,
a sensação que ela irá transmitir ao espectador. Porém a grande missão dos
museus é difundir seus conhecimentos sem restrições para que não se percam
entre as gerações, e então cada vez mais a tecnologia é sua melhor aliada para
a preservação dessas memórias.
A autora
também faz a análise de alguns artigos os quais tratam da interação de alguns
museus com a internet, falando sobre algumas pesquisas de público, como estavam
sendo preservadas as informações básicas das coleções e como a web poderia
auxiliar nisso, interação do público com os objetos/ambiente e tecnologia...
cita também a dissertação de Miranda(2001) onde ela informa que além de serem
poucos os museus os quais possuem site, os que possuem pouco atualizavam suas
informações algo contraditório com a web, pois ela está sempre em constante
atualização e mudança. Porém essa pesquisa de Miranda (2001) foi feita através
de dados de sete anos anteriores, e pensando que esta revista é de 2008 podemos
conceber a desatualização destas informações. Porém Miranda (2001) também fala
sobre alguns museus que são virtuais, como por exemplo o Museu da Pessoa,
projeto vinculado à Universidade de São Paulo (USP), Museu de Arte Brasileira
apoiado pela PUC-Rio, entre muitos outros – poucos se comparados ao número
atual -
e também fala sobre alguns museus tradicionais os quais são
virtualizados – que também eram pouquíssimos, mas que hoje são diversos.
Ao falar
sobre a pesquisa realizada no MHN, uma curiosidade é de que o site do museu foi
disponibilizado em língua portuguesa e inglesa a partir de 1996 e foi um dos
primeiros sites de museu brasileiro. A pesquisa foi realizada através de,
primeiramente, a análise dos emails recebidos e respondidos pelo MHN, a maioria
adultos já formados na graduação que buscam informações especializadas para
estudo e pesquisa, e 90% destes usuários são apenas virtuais. Assim, o museu
que tem preferência pela visita presencial no espaço físico, divulga todo seu
potencial na web estimulando o público a realizar esta visita. E outro fato
interessante é de que em 2004 segundo dados do Data Folha, o site do MHN foi um
dos mais visitados pelos internautas brasileiros, na medida em que os usuários
das classes econômicas menos favorecidas tenham acesso à internet, estes sites,
como o do MHN, terão sua importância ampliada. O acesso à cultura é uma forma
de inclusão social e de exercer a cidadania.
Em suma,
cada vez mais a internet esta ganhando seu espaço e tendo mais adeptos, e não pode-se
negar as suas contribuições benéficas quanto a disseminação da cultura através
da aliança museus/web. Sendo que as duas premissas básicas da museologia,
comunicação e preservação, estão sendo respeitadas e utilizadas. Assim os
profissionais da ciência da informação devem ser aliados e intermediários entre
essas trocas, contribuindo para o estreitamento das relações e visando sempre o
beneficio do público – na disseminação do conhecimento. E o MHN foi um grande
exemplo utilizado neste artigo, pois mostra a interação positiva do público com
a web e o quanto pode-se aumentar o potencial de um museu com este aliado.
Referências:
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