Acessibilidade
Na aula sobre acessibilidade e que também houve a
apresentação do documentário “Harmonia” de Jaime Lerner não estava presente, porém irei falar das minhas
próprias experiências sobre o assunto de acessibilidade.
Sou bolsista do Programa Incluir da UFRGS, que é o núcleo
de acessibilidade e inclusão social da universidade, e com a vivência e
experiência que estou tendo percebo como este tema é discutido porém pouco
fomentado na grande maioria das áreas. Ou seja, muitos falam sobre se ter
acessibilidade nos locais e o quanto as pessoas com deficiência devem ocupar os
espaços, porém as medidas que são tomadas para isto realmente ocorrer são insignificantes.
Claro que através de relatos de minhas coordenadoras percebo os avanços, mas
ainda é muito mistificado assunto tanto que percebo que muitas pessoas erram
logo de inicio falando dos direitos dos “portadores de necessidade especiais”,
tenho certeza que se essas pessoas apenas “portassem” as deficiências estariam
mais aliviadas, mas a deficiência não é algo que quando se chega em casa se
tira ela da pessoa, é algo quase imutável, e assim as pessoas com deficiência não
tem mais vergonha de sua deficiência e querem ser chamadas assim, pessoas com deficiência.
Abaixo coloquei o link da “História do Movimento Político das Pessoas
com Deficiência no Brasil”, um material riquíssimo para a compreensão que
contem depoimentos das pessoas.
Claro que o primeiro passo deve ser a questão atitudinal,
porém apenas ela não basta, os lugares públicos tem que ser mais acessíveis, as
pessoas tem que ser mais compreensivas e pacientes, os órgãos públicos devem
tomar mais partido desta questão, enfim muita coisa deve mudar. E nós como
futuros museólogos acho que também devemos questionar nossos futuros ambientes
de trabalho quanto a essas questões, acesso físico e informacional, pois não
adianta ter toda a acessibilidade estrutural do local (rampa, elevador, piso
tátil...) se um cego não puder tocar nenhuma obra, senão houver uma
audiodescrição, um intérprete de libras, Braille... tantas questões que são
pouco comentadas, mas nós como prestadores de serviços a outrem, devemos pensar
sobre o assunto.
E por fim:
"Que mundo é esse em que vivemos... onde é mais fácil quebrar o núcleo de um átomo do que um preconceito".A. Einstein
Referências:
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